quinta-feira, 2 de setembro de 2010

(sketches para o próximo post)


Literaturas apropriadas, escrituras a furto


Tô escrevendo um conto ( algo "ensaiado") sobre literatura e roubo de livros.
Em breve o post já estará aqui.


Por ora, dois pares de epígrafes já dirão algo:

- "El recuerdo que deja un libro a veces es más importante que el libro en sí". Adolfo Bioy Casares

- "Los libros son como fantasmas". Roberto Bolaño

- "Livros e putas – cada um deles tem sua espécie de homens que vivem deles e os atormentam. Os livros, os críticos". W. Benjamin

"Un livre ni comemence ni ne finit; tout au plus fait-il semblant". Mallarmé

E minhas sketches:


1. Bibliotecas e livrarias roubadas: Silvio Austier (Arlt); Belano/Bolaño; Fangora (Milla Jovovich) em “Dummy”; Dean Corso (Johnny Depp) em “The Ninth Gate”;

2. Escritas apropriadas: apropriado; a) que se apropropriou, que foi objeto de apropriação; b) adequado, oportuno para uma certa situação, uso ou propósito; “Necesidad de una teoría...” em Macedonio; “Precursores” em Borges; “Plagios y traduciones” em Cortázar; > Uma das definições de “plagio” cf. Houaiss refere-se à oblíquo, algo que esta em linha reta, ou de lado, um desvio. Discutir como a ideia de autoria, algo eminentemente moderno, surge como um valor de menos, i.e., aquilo que a partir do séc. 16 Foucault estabeleceu como “apropriação penal dos discursos” a propósito de perseguições e punições em torno de um texto considerado transgressor, p. 34. Alguma alusão possível a “Bouvard et Pécuchet”? Os copistas excêntricos no tomo homônimo e inacabado de Flaubert...

3. Desapego versus Apego Posses furtivas: o deslembrativo em Leminski frente a seus livros; a biblioteca revestida por Laiseca

4. Que nos roubem mais literaturas: imagens de raptos e sequestros literários – “o sequestro do barroco” de H. de Campos – como resgate de tradições. A crítica como o ato exímio de roubo, porém não de todo o mais producente.

5. Deliterários: a leitura como o mais profícuo deste gênero de crime; apropriar-se da teorização de Josefina Ludmer de maneira a interpretar o “roubo literário” como um ramo da produção capitalista; literatura e mercado: entrecruzamento de elementos: delinqüente, vítima, estado, sociedade: tais elementos descriminan culturas e, pois, formam culturas distintas dentro de uma formação cultural maior.


Se alguém souber de algo interessante sobre tal tema (e que não figure aqui) faça a gentilezar de me indicar

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