You walk into the room/ With your pencil in your hand/ You see somebody naked/ And you say, "Who is that man?" / You try so hard / But you don't understand / Just what you'll say /When you get home /Because something is happening here /But you don't know what it is /Do you..?
Robert Zimmerman, Ballad of a Thin Man
para K.
Um escrito no frontispício da porta de entrada. Dizê-lo, de zelo: resta a ti mesmo. Inexistia na dita porta, porém, maçaneta ou mesmo qualquer sinal de ser ali lugar para alguma. Não compreendeu a que sorte, pois, tal porta vinha. Absoluta imanência de toda e qualquer porta é somente existir a fim de ser aberta e ultrapassada. Restando pensou ele a si mesmo todo falto de sentido. E de uma lógica do sentido tanto quanto: caracterizara assim O oculto, ou o culto, que era o que restara mediante imposição do simulacro. E sem nós nesta lógica do sentido, e sem o tido, o resta a ti mesmo parecia obscurecer, todavia, e muito paradoxalmente, também desvelar-se à sua (que era mais a dele) compreensão de saber.
Mais além de uma realidade, muito embora aquém do insólito, contudo, a porta, em cujo ulterior havia o que se está por dizer, ainda que nunca dito, abriu-se a ele apesar da ausência de maçaneta. E mesmo uma?
Como de esperado; e, pois, não desesperado. Já no instante em que passar ao lado oferecido pelo resta a ti mesmo foi-lhe consagrado, já não com o sagrado, eterno e retornavelmente todavia possível, a porta cerrou-se misteriosamente tanto quanto se abrira. Lá do outro lado e nada afora quatro paredes brancas cuja reunião fazia um cômodo bastante pequeno, apertado – e obviamente a porta através a qual ali irrompera. Quando deste lado então mencionado muito descuriosamente a porta possuía sim maçaneta e também novo excrito; e de agora era o sobra a ti mesmo o que te restara à porta. (Re-)pensou ser mais um convite a se ultrapassar na porta. E com seus emboras sabia que não seria executável. Ao menos neste etiquetamento, pois que agira com ética e tanto no momento, desejou e quis. E quis e desejou ficar para todo tempo (um tempo do sempre e igualmente do breve aprisionado e) aprisionando(-o) naquele cômodo. Indefinidamente, e nos fins da mente, seria o cativo de sua autoria. Desautorizada. Assinada, contudo. Termo sem próprio termo. Ou reportar-se à porta. Atingir o inatingível; e assim ifatigavelmente. Não era. Sequer à distância. Era o caso. Mas preferia.
para K.
Um escrito no frontispício da porta de entrada. Dizê-lo, de zelo: resta a ti mesmo. Inexistia na dita porta, porém, maçaneta ou mesmo qualquer sinal de ser ali lugar para alguma. Não compreendeu a que sorte, pois, tal porta vinha. Absoluta imanência de toda e qualquer porta é somente existir a fim de ser aberta e ultrapassada. Restando pensou ele a si mesmo todo falto de sentido. E de uma lógica do sentido tanto quanto: caracterizara assim O oculto, ou o culto, que era o que restara mediante imposição do simulacro. E sem nós nesta lógica do sentido, e sem o tido, o resta a ti mesmo parecia obscurecer, todavia, e muito paradoxalmente, também desvelar-se à sua (que era mais a dele) compreensão de saber.
Mais além de uma realidade, muito embora aquém do insólito, contudo, a porta, em cujo ulterior havia o que se está por dizer, ainda que nunca dito, abriu-se a ele apesar da ausência de maçaneta. E mesmo uma?
Como de esperado; e, pois, não desesperado. Já no instante em que passar ao lado oferecido pelo resta a ti mesmo foi-lhe consagrado, já não com o sagrado, eterno e retornavelmente todavia possível, a porta cerrou-se misteriosamente tanto quanto se abrira. Lá do outro lado e nada afora quatro paredes brancas cuja reunião fazia um cômodo bastante pequeno, apertado – e obviamente a porta através a qual ali irrompera. Quando deste lado então mencionado muito descuriosamente a porta possuía sim maçaneta e também novo excrito; e de agora era o sobra a ti mesmo o que te restara à porta. (Re-)pensou ser mais um convite a se ultrapassar na porta. E com seus emboras sabia que não seria executável. Ao menos neste etiquetamento, pois que agira com ética e tanto no momento, desejou e quis. E quis e desejou ficar para todo tempo (um tempo do sempre e igualmente do breve aprisionado e) aprisionando(-o) naquele cômodo. Indefinidamente, e nos fins da mente, seria o cativo de sua autoria. Desautorizada. Assinada, contudo. Termo sem próprio termo. Ou reportar-se à porta. Atingir o inatingível; e assim ifatigavelmente. Não era. Sequer à distância. Era o caso. Mas preferia.
D.
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